Presença de proteína no sangue é
um importante biomarcador para controle de câncer de estômago
Presença de proteína no sangue é um importante biomarcador para controle de câncer de estômago

Oncogene HER 2 é maior nas células tumorais circulantes do que nos tumores primários

O câncer de estômago é a terceira neoplasia maligna mais letal do planeta, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) – corresponde a 8% de todos os tumores. Entre as causas, além de uma falta geral de compreensão da biologia do tumor, estão a ausência de sintomas que levam ao diagnóstico tardio e às baixas taxas de resposta à quimioterapia. 

Razões que motivaram o estudo The Potential Clinical Implications of Circulating Tumor Cells and Circulating Tumor Microemboli in Gastric Cancer / As Implicações Clínicas Potenciais de Células Tumorais Circulantes e Microembolia do Tumor Circulante no Câncer Gástrico. 

Publicado na The Oncologist, o trabalho analisa as chamadas células tumorais circulantes, que têm esse nome porque se desprendem do tumor. “Essas células vão para o sangue; quando isso ocorre, há risco de metástase”, afirma um dos autores do estudo, Victor Hugo Fonseca de Jesus, vice head de tumores abdominais do A.C.Camargo Cancer Center. 

Foram avaliados 55 pacientes de nossa Instituição, homens e mulheres com média de 57 anos e sem metástase no instante do diagnóstico. Ficou constatado que a presença do oncogene HER 2 é maior nas células tumorais circulantes (43%) do que nos tumores primários (11%). 

O que isso representa de benefício para os pacientes? “Para uma definição mais segura do tratamento, a presença deste marcador deve ser avaliada”, explica a farmacêutica bioquímica Ludmilla Chinen, uma das líderes do estudo.

Também foram quantificados os microêmbolos tumorais circulantes e ficou constatado que pacientes com maior risco de progressão da doença têm maior expressão da proteína placoglobina, mostrando-se um potencial biomarcador tumoral.