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Com prevenção é possível melhorar o cenário em torno dos tumores no aparelho digestivo, alerta especialista do A.C.Camargo Cancer Center
Com prevenção é possível melhorar o cenário em torno dos tumores no aparelho digestivo, alerta especialista do A.C.Camargo Cancer Center


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Com prevenção é possível melhorar o cenário em torno dos tumores no aparelho digestivo, alerta especialista do A.C.Camargo Cancer Center

Evitar infecções virais, como Hepatites B e C, e bacteriana, como pela H.Pylori, beber com moderação, não fumar, evitar a obesidade, assim como o consumo em excesso de sal e de carnes defumadas são algumas das medidas preventivas que podem reduzir a incidência e mortalidade por câncer de estômago, esôfago, fígado e pâncreas

Totalizando juntos mais de 30 mil novos casos estimados para 2017 no Brasil, os tumores de estômago e esôfago são, segundo o INCA, dois dos mais prevalentes tipos de câncer no Brasil. O mais comum deles, o câncer de estômago, segundo o levantamento Globocan, 2012, do IARC/Organização Mundial de Saúde, registra anualmente cerca de um milhão de novos casos, sendo a terceira maior causa de morte em homens e mulheres no mundo, com as maiores taxas sendo registradas no Centro e Leste Europeu e nas Américas Central e do Sul. O principal fator para a alta mortalidade nesses países é o diagnóstico tardio da doença. E esse cenário é semelhante também quando se fala em câncer de pâncreas e fígado, que também são tumores prevalentes no trato gastrointestinal alto.

Esse cenário, por sua vez, pode ser revertido por meio de medidas preventivas baseadas em estilo de vida e do tratamento precoce de doenças que predispõem à ocorrência desses tumores. Em linhas gerais, segundo o cirurgião oncológico e diretor do Departamento de Cirurgia Abdominal do A.C.Camargo Cancer Center, Felipe José Fernández Coimbra, recomenda-se a adoção de hábitos saudáveis como evitar infecções virais (dentre elas as Hepatites) e bacterianas (H.Pylori), beber com moderação, não fumar, não negligenciar a doença do refluxo, alguns tipos de pancreatite crônica e o histórico familiar de câncer, além de evitar a obesidade e consumo em excesso de sal e carnes defumadas.

Além de estar associada ao desenvolvimento de câncer de estômago, a bactéria H.Pylori também tem ligação com tumores pancreáticos, conforme aponta uma metanálise de oito trabalhos publicada no Journal of Cancer Research and Therapeutics - www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28230023. Há também forte relação das hepatites B e C com o hepatocarcinoma, tipo mais comum de câncer no fígado. Evitar essas infecções são dois entre muitos exemplos de que medidas preventivas podem alterar de forma positiva o cenário em torno destas doenças, conforme explica Felipe Coimbra:

 

CÂNCER DE ESTÔMAGO
Estima-se que anualmente sejam diagnosticados mais de 20 mil novos casos de câncer de estômago no Brasil. Trata-se da segunda maior causa de morte por câncer no mundo de acordo com o Globocan 2012, muito disso devido ao diagnóstico tardio. No Brasil, o INCA estima que mais de 8 mil mortes são em decorrência desta doença. A negligência dos fatores de risco e dos sintomas iniciais leva ao alto índice de diagnóstico tardio hoje no país. Menos de 20% dos tumores de estômago são diagnosticados precocemente. "Os sintomas iniciais são bastante inespecíficos, podendo ser confundidos com outras doenças como gastrite, por exemplo. Com isso, os pacientes demoram a buscar um especialista e realizar o exame de endoscopia digestiva", ressalta o especialista. 

Em alguns casos, acrescenta Felipe Coimbra, pacientes podem se queixar de dificuldade de deglutição (engolir) e refluxo ácido. Além disso, em estágios mais avançados pode ocorrer perda de peso importante, vômitos e aumento do volume do abdômen pela presença de líquido em seu interior (ascite). O principal fator de risco para este câncer é a infecção pelo H. pylori, bactéria presente em água e alimentos contaminados e que acomete metade da população mundial e que em cerca de 5% dos casos leva a um processo inflamatório crônico do estômago que pode evoluir para neoplasia gástrica.

Também recomenda-se evitar o alto consumo de sal, de alimentos com conservantes e defumados. A pouca ingestão de frutas e verduras também são fatores de risco relacionados ao desenvolvimento do tumor de estômago. Outros fatores que podem ser destacados incluem o tabagismo, história familiar de câncer gástrico e cirurgia prévia do estômago. Também pertencem ao grupo de risco famílias oriundas de países com alta incidência de câncer de estômago como Japão, China e Coréia do Sul.

 

CÂNCER DE FÍGADO
O diagnóstico deste tumor é feito pela associação de exames de imagem (ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância nuclear magnética) e laboratoriais (dosagem de Alfafeto-proteína - uma substância produzida pela maior parte destes tumores). Eventualmente, uma biópsia de lesões suspeitas pode ser necessária. O PET-CT tem se demonstrado útil no estadiamento e decisão terapêutica em casos selecionados. Geralmente a doença é pouco sintomática nas fases iniciais e quando os principais sintomas aparecem, já indicam doença em fase avançada, incluindo a perda de peso, o aumento do volume abdominal e a icterícia (coloração amarelada dos olhos e da pele pelo acúmulo de bilirrubina no organismo). Quadros de Hepatite B ou C precisam ser tratados por um especialista, pois podem gerar cirrose ou levar ao desenvolvimento de hepatocarcinoma, o tipo mais comum de câncer de fígado.  Há vacina na rede pública para prevenção de hepatite B e tratamento para casos confirmados de hepatite C.

 

CÂNCER DE ESÔFAGO
O câncer de esôfago afeta mais de 450 mil pessoas no mundo a cada ano. De acordo com o Globocan 2012 são estimados 456 mil casos novos por ano e 400 mil mortes no mundo, a maioria em países desenvolvidos. Em termos de incidência, o câncer do esôfago é de três a quatro vezes mais comum entre homens. Para o ano de 2017, no Brasil, espera-se mais de 10 mil novos casos de câncer de esôfago.

Os fatores de risco relacionados ao câncer do esôfago são idade, história familiar e fatores extrínsecos como álcool, fumo (fumado, mascado ou aspirado), infecções orais por fungos, agentes infecciosos (como o HPV), deficiência de riboflavina e vitamina A, contaminação de produtos alimentícios por micotoxina fumonisina e ingestão excessiva em temperatura elevada de erva-mate, muito comum no sul do Brasil, na Argentina e no Uruguai. Além disso, a doença de refluxo aumentar o risco de uma pessoa desenvolver câncer de esôfago.

Comum em pessoas com mais de 50 anos, o refluxo é causado pelo retorno do conteúdo do estômago ou do duodeno ao esôfago. A sensação causada é de azia e queimação no peito ou garganta. Com o contato constante das enzimas digestivas com a parede do esôfago, o órgão passa a apresentar lesões e tecido parecido com o do intestino. As células danificadas por esse processo sofrem mutações e podem se tornar cancerígenas. O tratamento é feito com dietas e mudança de hábitos alimentares, além de medicamentos e tratamento cirúrgico, quando há indicação. Os pacientes devem evitar ingerir café, chá, refrigerantes, bebidas alcoólicas e alimentos com muito molho, principalmente o de tomate, que tendem a piorar os sintomas. É recomendado também que as pessoas não deitem logo após a refeição e mantenham o peso adequado. Alguns sintomas como anemia, perda de peso, vômitos e dificuldade de engolir podem indicar um tumor. 

 

CÂNCER DE PÂNCREAS
Na maioria dos pacientes portadores de câncer de pâncreas o quadro clínico é inespecífico, com icterícia (coloração amarelada da pele, nos tumores que acometem a região da cabeça do órgão) indolor ou dor nas costas associada à perda de peso. A presença de urina escurecida (colúria) e fezes esbranquiçadas (hipocolia fecal) também podem estar presentes. Emagrecimento é uma queixa comum, podendo ser acompanhado de dores nas costas e depressão. Há relação direta entre o número de cigarros consumidos e sua incidência. Fumantes têm risco aumentado em 2 a 6 vezes em relação a não fumantes. Há risco aumentado para os que apresentam quadros de pancreatite crônica ou diabetes tipo 2. Antecedente familiar de câncer de pâncreas também está relacionado ao risco de aparecimento deste tipo de câncer. Há relação também com síndromes hereditárias.

Outro fator de risco importante é a própria idade avançada dos pacientes, pois após os 50 anos, a cada década que se vive, observa-se um aumento de risco, o que deve levar a uma elevação da incidência deste tumor com o aumento da expectativa de vida da população. Outro fator de risco importante é a presença de cistos do tipo mucinoso no pâncreas , que devem ser acompanhado por um especialista.

 

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