Biópsia líquida - vesículas extracelulares
Biópsia líquida - vesículas extracelulares

Highlight

  • As biópsias líquidas são um grupo de metodologias que identifica marcadores tumorais no sangue e outros fluídos corporais para direcionar o diagnóstico e tratamento de diversos tipos tumorais.
  • As células tumorais circulantes, DNA livre de célula e vesículas extracelulares são os constituintes deste tipo de análise.

Nos dias atuais, existe um enorme desafio para melhorar o diagnóstico do câncer em estágios iniciais, bem como acompanhar a efetividade do tratamento de maneira menos invasiva e com alta especificidade e sensibilidade e baixo custo. O desenvolvimento das técnicas de biópsia líquida representa um grande avanço neste aspecto. A biópsia líquida utiliza sangue ou outros fluídos corporais para identificar marcadores de presença da doença. Entre os componentes da biópsia líquida estão as células tumorais circulantes, DNA livre de célula e as vesículas extracelulares (pequenas partículas liberadas por células na circulação). O grupo de Biologia Tumoral e Biomarcadores tem um interesse particular em estudar o papel das vesículas extracelulares tanto como indicadores de presença de doença quanto como estruturas que podem influenciar o comportamento de células a distância. Considerando que tais vesículas carregam diversos tipos de moléculas (principalmente proteínas e ácidos nucleicos), estas podem modificar certas características da célula receptora, sejam elas tumorais ou não. O grupo de Biologia Tumoral e Biomarcadores tem se dedicado a estudar as vesículas extracelulares como transmissoras de resistência à quimio e radioterapia em tumores gástricos e colorretais e também como biomarcadores de resposta e presença de doença nestes tipos tumorais. O grupo também se destacou por elucidar processos que regulam a formação e secreção das vesículas extracelulares. Em uma das publicações do grupo, descrevemos a importância de uma proteína no tráfego celular, que culmina com a geração de vesículas intraluminais, que serão secretadas formando os exossomos.

Equipe

Pesquisadores
Michele Christine Landemberger – http://lattes.cnpq.br/7348091330126436
Tiago Góss dos Santos – http://lattes.cnpq.br/7634526007103037

Alunos
Edson Kuatelela Cassinela – http://lattes.cnpq.br/1080827456778993

Publicações

  • Tumor-cell-derived microvesicles as carriers of molecular information in cancer. Martins VR, Dias MS, Hainaut P. Curr Opin Oncol. 2013 Jan;25(1):66-75. doi: 10.1097/CCO.0b013e32835b7c81. Review.
  • PRNP/prion protein regulates the secretion of exosomes modulating CAV1/caveolin-1-suppressed autophagy. Dias MV, Teixeira BL, Rodrigues BR, Sinigaglia-Coimbra R, Porto-Carreiro I, Roffé M, Hajj GN, Martins VR. Autophagy. 2016 Nov;12(11):2113-2128.

As vesículas extracelulares têm uma dimensão muito pequena: enquanto uma célula tem um tamanho aproximado de 8 micrômetros, as vesículas extracelulares medem em torno de 200 nanômetros. Assim, podemos visualizar estas estruturas somente no microscópio eletrônico. No painel da esquerda vemos uma célula e no painel da direita uma amplificação da membrana plasmática. Na amplificação podemos ver um corpo multivesicular contendo muitas vesículas. O corpo multivesicular vai se fundir com a membrana plasmática e liberar as vesículas no meio extracelular.

As vesículas extracelulares podem exercer um importante papel na promoção da metástase. As vesículas extracelulares secretadas pelas células tumorais podem modificar células linfonodais ou da medula óssea, facilitando o processo metastático.

Tumor-cell-derived microvesicles as carriers of molecular information in cancer. Martins, Vilma R.; Dias, Marcos S.; Hainaut, Pierre. Current Opinion in Oncology. 2013 Jan;25(1):66-75.
doi: 10.1097/CCO.0b013e32835b7c81