Cuidados para Você

Grupo de Apoio ao Tabagista (GAT)
Grupo de Apoio ao Tabagista (GAT)

O Grupo de Apoio ao Tabagista (GAT) foi criado em 1997: é o primeiro serviço de prevenção e tratamento do tabagismo oferecido a pacientes em um centro oncológico. 

Liderado pela equipe do Núcleo de Psico-Oncologia, com apoio interdisciplinar do Núcleo de Pulmão e Tórax, o GAT tem como missão atuar na pesquisa, na prevenção e no tratamento da dependência da nicotina para os doentes com câncer e também para a comunidade. Também desenvolve a capacitação de profissionais para atuar na área.

O atendimento no GAT inicia-se com uma avaliação realizada pela equipe de Psiquiatria, ao final da qual é estabelecida a melhor opção de tratamento para aquele indivíduo. O cliente é avaliado em relação ao nível de dependência de nicotina, ao número de tentativas anteriores para deixar o cigarro, à presença de comorbidades e à necessidade ou não de terapia medicamentosa. Ele passa também por uma avaliação no Núcleo de Tórax, onde é avaliado para identificar patologias pulmonares, incluindo o câncer de pulmão. O grupo se reúne semanalmente. Os encontros têm duração de 90 minutos e são realizados por cinco semanas consecutivas. 

Grupo de Apoio ao Tabagista do A.C.Camargo Cancer Center (GAT)

Rua Professor Antônio Prudente, 211, Liberdade, São Paulo

Agende uma consulta:
(11) 2189-5119 / 5141 / 5130

Coordenadores:

Dra. Maria Teresa Cruz Lourenço - CRM 48076
Diretora de Psico-Oncologia do A.C.Camargo

Dr. Jefferson Luiz Gross - CRM 68099
Diretor de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo

O tabagismo traz prejuízos a todos os órgãos do organismo. Tratando-se de câncer, os principais órgãos acometidos são: pulmão, esôfago, estômago, pâncreas, rim, bexiga, laringe, faringe, boca e mama. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo. Estima-se que 47% da população masculina e 12% da população mundial feminina fumem. Nos países desenvolvidos, 24% das mulheres fumam. O tabaco é responsável por mais de 10 mil mortes por dia no mundo.

Há outros dados não menos alarmantes: 30% das mortes por câncer estão relacionadas ao tabagismo. O tabagismo está envolvido em 90% dos cânceres de pulmão e também em vários outros tipos de câncer, entre eles o de orofaringe, bexiga, rins e mama. Também estão relacionadas ao uso do tabaco, a doença coronariana, a doença pulmonar obstrutiva crônica e o acidente vascular cerebral, entre tantas outras doenças.

- Os componentes do cigarro: o cigarro é composto por cerca de 4.700 substâncias tóxicas. Apresenta uma fase particulada (composta pela nicotina e pelo alcatrão) e uma fase gasosa (monóxido de carbono, amônia etc.). Todas estas substâncias estão presentes na fumaça do cigarro, em consequência da combustão do tabaco. A nicotina é a substância que causa dependência, sendo por isso o tabagismo classificado como uma doença. Apesar de o cigarro ser a maneira mais comum de consumo do tabaco, devemos lembrar que qualquer forma de consumo (cachimbo, charuto, narguilé, fumo-de-corda) leva à exposição a esses componentes tóxicos do tabaco.

- A fumaça entra pela boca: para o fumante, o primeiro local de contato dos componentes do tabaco com o organismo ocorre na boca. Nesta localização, os componentes da fumaça do cigarro já causam muitos prejuízos para a saúde bucal. Dentes amarelados, manchas nos dentes e na boca, maior predisposição para cáries dentárias e mau hálito estão entre as principais alterações. Além disso, o câncer dos lábios, o câncer da boca e da língua estão associados ao consumo de tabaco. Além de ser o primeiro local a sofrer as consequências nocivas do tabaco, a boca é a porta de entrada natural para a fumaça do cigarro se propagar pelo organismo e causar danos em diversos outros órgãos.

O cigarro é o responsável direto por mais de 90% dos casos de câncer de pulmão e está relacionado a mais de uma dezena de tipos de câncer, como esôfago, estômago, pâncreas, rim, bexiga, boca, laringe, faringe, garganta e mama.

O processo ocorre da seguinte forma: ao ser inalada, a fumaça chega aos pulmões. Depois de passar pela boca, a fumaça atinge outros órgãos como a faringe e a laringe, onde pode causar problemas como as faringites, as laringites e o câncer da laringe. Ao ser transportada através da traqueia e dos brônquios, a fumaça chega ao seu destino final, que são os pulmões. É neste órgão que ocorre o contato mais intenso entre o organismo e os componentes da fumaça do tabaco. Por ser o depósito final de todos os componentes da fumaça do tabaco, o pulmão é o órgão mais seriamente comprometido pelas doenças relacionadas ao tabagismo.

Enfisema pulmonar, bronquite e câncer de pulmão são as principais doenças observadas. A relação entre câncer de pulmão e o consumo de tabaco é bastante estreita. Quanto maior a quantidade de consumo de tabaco, maior será o risco de desenvolver câncer de pulmão. Por outro lado, após a cessação do tabagismo, observamos uma redução progressiva desse risco. Entretanto, mesmo depois de vinte anos de abandono do tabagismo, o risco é ainda ligeiramente maior do que o observado nas pessoas que nunca fumaram. A recomendação é de que as pessoas não fumem e, para aqueles que fumam, abandonar o consumo de tabaco o mais rapidamente possível. Dessa maneira, poderemos reduzir as taxas de mortalidade por doenças relacionadas ao uso do tabaco.

Além de causar mal a quem inala diretamente a fumaça do tabaco, os malefícios são estendidos mesmo aos não fumantes que inalam a fumaça proveniente dos cigarros dos fumantes. A exposição ambiental à fumaça do tabaco aumenta em cerca de 30% o risco de morrer por câncer de pulmão, infarto do miocárdio ou derrame cerebral. Todas as doenças causadas pelo consumo de tabaco podem comprometer os tabagistas passivos. As mulheres e as crianças são as principais vítimas do fumo passivo. Não fumar é um sinal de respeito a si próprio e às pessoas que compartilham o mesmo ambiente.

No Estado de São Paulo, vigora uma lei que proíbe o fumo em locais fechados, disponível em: <http://www.leiantifumo.sp.gov.br/usr/share/documents/legislacao.pdf>.

Cerca de 80% a 90% das pessoas começam a fumar antes dos 17 anos de idade e, com o tempo, tornam-se dependentes do tabaco. Uma vez estabelecida a dependência, é difícil abandonar o cigarro, mesmo tendo pleno conhecimento de todos os malefícios que ele pode trazer.

Entre os componentes do cigarro, a nicotina é uma droga psicoativa e a responsável pela dependência observada entre os fumantes. Ela chega ao sistema nervoso central em apenas 10 segundos, onde atua no sistema dopaminérgico, o mesmo que é afetado pela cocaína e anfetamina. Também aumenta a liberação de substâncias que vão levar à vasoconstricção, aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca.

Atitudes saudáveis como boa alimentação, atividade física, sono adequado e lazer contribuem para melhorar a qualidade de vida. Lembre-se sempre de que estilo de vida é uma questão de escolha. Em vez de fumar, pratique esportes e tenha uma vida saudável!

O melhor de parar de fumar é que nunca é tarde para isso; quanto antes melhor, porém sempre vale a pena deixar de fumar. Deixar de fumar vai devolver a você anos de vida, que seriam roubados pelo tabaco se você continuasse fumando. Segundo a American Cancer Society, os benefícios para quem deixa de fumar são muitos:

  • 20 minutos sem fumar: diminui a frequência dos batimentos cardíacos. Diminui a pressão arterial. A temperatura dos pés e das mãos se eleva.
  • 12 horas: monóxido de carbono atinge níveis normais no sangue.
  • 24-48 horas: melhoram o olfato e o paladar.
  • 2 semanas a 3 meses: melhoram a função pulmonar e a circulação sanguínea.
  • 1 a 9 meses: redução de: tosse, congestão nasal, cansaço, falta de ar e risco do surgimento de infecções respiratórias.
  • 1 ano: redução pela metade do risco de ataque cardíaco.
  • 5 anos: redução do risco de desenvolver câncer de boca, garganta, esôfago e bexiga. O risco de um derrame cerebral passa a ser próximo ao de quem nunca fumou.
  • 10 anos: o risco de morrer de câncer de pulmão cai pela metade, comparado a quem continua fumando.
  • 15 anos: o risco de sofrer um enfarte passa a ser próximo ao de quem nunca fumou.
  • 20 anos: o risco de desenvolver câncer de pulmão passa a ser próximo ao de quem nunca fumou.