Especialidades Clínicas

Cuidados Paliativos
Cuidados Paliativos

Publicado em: 19/07/2018

O A.C.Camargo Cancer Center criou em 2004 o serviço de Cuidados Paliativos. A ideia nasceu da necessidade dos pacientes e seus familiares de terem um acolhimento especial e cuidados gerais durante todas as fases críticas do tratamento do câncer, tanto na prevenção de sofrimentos desnecessários quanto no auxílio ao controle dos sintomas da doença, como náuseas e vômitos, dores, perda de peso, entre inúmeras outras situações.

O que tratamos

A filosofia dos Cuidados Paliativos implica o cuidado integral, personalizado e multidisciplinar de pacientes, familiares e cuidadores de doenças crônicas, não sendo destinado somente à fase terminal da doença, como muitas pessoas imaginam. O objetivo é ajudar cada um a viver da melhor forma possível após o diagnóstico do câncer e em cada momento do tratamento de sua doença, por meio de uma avaliação personalizada, em que é considerado todo o contexto da doença.

Como tratamos

O tratamento paliativo é utilizado em conjunto com o tratamento oncológico ativo, ou seja, quimioterapia, radioterapia ou cirurgia, e sua importância aumenta em função do tipo do tratamento e do momento da doença. A transição do cuidado ativo para o cuidado paliativo é um processo contínuo.
O paciente com câncer apresenta uma enorme quantidade de sinais e sintomas de ordem física, emocional, psicológica e espiritual que surgem desde antes do diagnóstico e podem se estender durante toda a evolução da doença, inclusive afetando diretamente a rotina e a harmonia familiar. Esses sintomas também podem trazer uma piora na qualidade de vida e na resposta ao tratamento e, por isso, devem ser prevenidos, para que seja possível evitar ou minimizar o sofrimento.

O termo “paliativo” tem origem latina (pallium), que significa manto, e traz a ideia de proteção, em cuidados que possibilitem prevenir e aliviar o sofrimento. O Cuidado Paliativo está dirigido ao alívio do sofrimento e da “dor total”, conceito que vem desde a década de 1960, introduzido por Dame Cecily Saunders: uma pessoa sofre não apenas pela sua dor física, mas também pelas limitações e consequências emocionais, sociais e espirituais impostas por sua doença.
Para realizar o atendimento interdisciplinar, contamos com o apoio de diversas especialidades, como médicos, enfermeiros, nutricionistas, assistente social, psicólogos, psiquiatras, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, voluntariado e representantes religiosos.
O trabalho contempla desde orientações técnicas, como realização de curativos, cuidados com a pele e higiene bucal, passando por orientações nutricionais, psicológicas, controle de sintomas, como dor, náuseas e vômitos, mal-estar, emagrecimento, dificuldade de movimentação e deglutição, até as orientações para os aspectos práticos da vida.