Especialidades Cirúrgicas

Central da Dor
Central da Dor

A dor é o principal fator de sofrimento relacionado ao câncer, mesmo quando comparada à expectativa de morte.

Estatísticas mundiais apontam que a dor oncológica atinge entre 58% e 80% dos pacientes adultos. Dores moderadas ou intensas estão presentes em 30% a 40% dos pacientes em estágios intermediários, e 87% em fases avançadas. Em crianças, as dores estão presentes em 50% das consultas hospitalares e em 80% dos procedimentos terapêuticos e de diagnóstico.

O que fazemos

A Central da Dor foi criada para fornecer um atendimento interdisciplinar e multiprofissional aos pacientes em tratamento no A.C.Camargo. Os profissionais trabalham com a dor crônica (causada por um sofrimento físico e emocional) ou aguda (causada por lesões, traumatismos e infecções).

Envolvendo áreas como neurologia, neurocirurgia, pediatria, fisiatria, psiquiatria, psicologia, enfermagem, entre outras, nosso objetivo é melhorar a sobrevida e a qualidade de vida do paciente com câncer, sempre usando métodos modernos e menos invasivos.

O fundamental para um bom resultado no tratamento da dor é fazer a identificação, a quantificação e a correlação da queixa dolorosa com a doença de base. Assim, as causas de dor no câncer podem ser:

  • Dor induzida pela doença.
  • Dor porque o tumor atingiu ossos, nervos ou tecidos moles.
  • Dor secundária ao tratamento, em decorrência de cirurgias, quimioterapia, radioterapia e imunoterapia.

Como fazemos

O autorrelato do paciente deve ser a fonte primária de avaliação, acompanhado de uma análise por meio de uma escala de quantificação da dor. Esse é um recurso que possibilita melhor entendimento e maior controle da dor. Após a identificação da causa da dor, o melhor tratamento é combater justamente essa causa.

A Central da Dor segue as recomendações da Organização Mundial da Saúde, obedecendo a critérios preestabelecidos para o uso de analgésicos. São alguns degraus a serem avaliados:

  • Primeiro degrau: utilização de medicamentos comuns para dores de intensidade leve a moderada.
  • Segundo degrau: ocorre quando a dor aumenta um pouco, então se recorre ao uso de opioides fracos.
  • Terceiro degrau: surge quando a dor aumenta e persiste. Nesses casos, recomenda-se o uso de opioides mais fortes.
  • Quarto degrau: incluído recentemente, representa o tratamento intervencionista – que inclui cirurgias que resultem no controle da dor.

São dois tipos de cirurgia: ablativas, quando provocam lesões propositais no sistema nervoso, e não ablativas, quando é implantado um sistema de neuroestimulação cerebral ou de sistemas de liberação de fármacos no sistema nervoso central.

Outras áreas

A Central da Dor também oferece tratamento para problemas surgidos no encéfalo, para implantes de quimioterapia e para transtornos do movimento, como doença de Parkinson.