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Um balanço dos nossos cientistas que estiveram no AACR 2018, congresso com o que há de mais inovador em pesquisa do câncer
Um balanço dos nossos cientistas que estiveram no AACR 2018, congresso com o que há de mais inovador em pesquisa do câncer


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Um balanço dos nossos cientistas que estiveram no AACR 2018, congresso com o que há de mais inovador em pesquisa do câncer

Novas tecnologias, ênfase na imunoterapia, união da engenharia e da física com a medicina, bancos de dados muito complexos: tudo aponta para tratamentos cada vez mais individualizados

Um grupo de especialistas aqui da Instituição (Dra. Vilma Martins, Superintendente de Pesquisa; Drs. Tiago Goss, Ludmilla Chinen, Claudia Camillo, Israel Tojal, Tiago Santos e Kenneth Gollob do Cipe; Dr. Vladmir Cordeiro de Lima, da Oncologia Clínica; Dr. Diogo Soares, da Oncogenética; Dra. Maria Dirlei Begnami, da Anatomia Patológica e Prof. Luiz Juliano Neto, Assessor de Relações Institucionais), esteve no AACR 2018 e acompanhou o que há de inovações em pesquisa do câncer que possam ser aplicadas no diagnóstico e tratamento dos nossos pacientes.

Driving Innovative Cancer Science to Patient Care (Impulsionando a inovação na ciência do câncer para o cuidado do paciente) foi o tema deste ano do congresso que aconteceu de 14 a 18 de maio em Chicago. Do uso cada vez mais frequente de big data até o surgimento de novas medicações, de novidades em tratamentos de câncer de pulmão, em biópsia líquida, no estudo da microbiota, em imunoterapia, até a união da matemática, Física e da Engenharia com a medicina, muitos dos avanços científicos mostrados apontam para tratamentos cada vez mais individualizados. É a ciência voltada para a personalização do atendimento, o paciente no centro de tudo.

“O congresso nos mostrou o crescimento progressivo de grandes consórcios que agregam uma impressionante complexidade de dados compartilhados, que se traduzem num conhecimento exponencial do câncer e uma revolução na forma com que trataremos os pacientes com câncer na próxima década”, diz a Dra. Vilma Martins, Superintendente de Pesquisa.

O Dr. Vladmir Cordeiro apontou para os importantes estudos em imunoterapia: “O AACR trouxe novos 'insights' e novas tecnologias que permitem melhor compreender a interação do tumor com o sistema imunológico, além de apresentar resultados de estudos com grande impacto no tratamento do câncer na área de imunoterapia”. Foi também o destaque citado pela Dra. Claudia Camillo Coutinho e pelo Dr Ken Gollob, do Cipe.

Para o Dr. Diogo Soares, da Oncogenética, “o AACR reforça a importância da interface entre a pesquisa básica e a prática clínica para uma melhor compreensão dos mecanismos relacionados com a gênese dos tumores e das estratégias relacionadas à prevenção, diagnóstico precoce e tratamento”.

O Prof. Luiz Juliano Neto, Assessor de Relações Institucionais, destacou a união entre a engenharia e a medicina: “Soluções tecnológicas para o câncer resultam da convergência da engenharia física química informática e ciências da vida”. O Dr. Israel Tojal, do CIPE, coordenador do nosso laboratório de Bioinformática e Bioestatística, destacou que “os resultados apresentados na AACR mostram que subtipos de tumores podem ser determinados a partir da avaliação de mudanças no DNA das células”.

Biópsia líquida como forma de ampliar o conhecimento no atendimento individual foi o ponto levantado pela Dra. Ludmilla Chinen, do Cipe: “O congresso esteve voltado para aplicação dos conhecimentos da bancada ao atendimento do paciente de forma personalizada”, diz ela. É essa também a filosofia aqui da Instituição: a pesquisa tornando possível ampliar o acesso a novos tratamentos, melhorar a qualidade de vida e aumentar a sobrevida dos pacientes.