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Sediamos o primeiro congresso na América com os maiores especialistas do mundo em cirurgia robótica de cabeça e pescoço
Sediamos o primeiro congresso na América com os maiores especialistas do mundo em cirurgia robótica de cabeça e pescoço


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Sediamos o primeiro congresso na América com os maiores especialistas do mundo em cirurgia robótica de cabeça e pescoço

É o 3º IGReHNS, que abordou o que há de mais inovador em tecnologias e pesquisas nessa área

Os maiores especialistas do mundo em cirurgia robótica de cabeça e pescoço criaram há alguns anos uma organização de pesquisas, a International Guild of Robotic & Endoscopic Head and Neck Surgery (IGReHNS), para encontros que não apenas apresentam o que há de ponta em técnicas e equipamentos no universo da robótica, como também produzem parcerias e novos estudos para  o futuro. A ideia é compartilhar conhecimento multidisciplinar e fortalecer a pesquisa entre as principais instituições do mundo. 

O primeiro congresso da IGReHNS foi realizado na Coreia, em 2017; no ano passado, foi a vez da Suíça. Agora, a 3ª edição aconteceu no A.C.Camargo – a primeira das Américas. Nos dias 30 e 31 de agosto, aconteceu no Auditório Senador José Ermírio de Moraes o evento, que teve como tema “O futuro da cirurgia de cabeça e pescoço em paralelo ao desenvolvimento da tecnologia e da ciência”. Entre os assuntos debatidos estão a cirurgia transoral, dissecção de pescoço, tireoidectomias, e novas tecnologias que estão por vir. 

“Este encontro não é financiado pela indústria, ele vem do nosso desejo de aprimorar a eficácia das cirurgias, funciona como agregador dos cirurgiões que trabalham com robótica no mundo. Queremos compartilhar informações, discutir novas ideias. Estar aqui está sendo maravilhoso, o congresso é o maior que tivemos até agora e está muito bem montado”, diz o Dr. Chris Holsinger, chefe do Departamento de Cabeça e Pescoço do Stanford Cancer Center, e presidente da IGReHNS. Ele é um dos mais prestigiados cirurgiões do mundo, particularmente por seu foco em inovação, além de grande incentivador da atuação multidisciplinar.

O Dr. Luiz Paulo Kowalski, diretor do Departamento de Cabeça e Pescoço, presidiu o congresso. “O resultado foi muito acima do esperado, vieram os mais relevantes cirurgiões, muitos trabalhos importantes foram apresentados, isso aumenta a nossa experiência. Entre os palestrantes, tivemos, por exemplo, o Dr. Umamaheswar Duvvuri, da Universidade de Pittsburgh, que abordou os novos equipamentos. Existem agora oito diferentes robôs, a tecnologia está se desenvolvendo demais”, conta o Dr. Kowalski. 

A primeira cirurgia robótica aqui no A.C.Camargo foi feita em novembro de 2014 – uma dissecção retroauricular de pescoço – e desde junho do mesmo ano cirurgiões da nossa equipe de Cabeça e Pescoço já participavam de um programa colaborativo de treinamento com a Yonsei University, da Coreia (os coreanos são referência mundial na área). O Dr. Yoon Woo Koh, professor de Otorrinolaringologia da Yonsei, secretário geral da IGReHNS e autor de mais de uma centena de artigos sobre cirurgia robótica, acredita muito nas colaborações da sua universidade com cirurgiões da América Latina. 

“Ensinar novas técnicas e entender a realidade de cada país são essenciais. Tanto na Coreia quanto nos Estados Unidos, o índice de câncer de cabeça e pescoço por HPV é de 60%. Na Índia o maior problema é um tipo de tabaco que eles mascam; aqui no Brasil, ainda que o HPV seja importante, os grandes fatores de risco são o cigarro e o álcool. Estou muito honrado de estar aqui no congresso. Em novembro irei para o Uruguai, acho que a América Latina tem muito potencial”, disse o Dr. Koh. 

Nós somos pioneiros na América Latina em cirurgia robótica de cabeça e pescoço, com expertise similar aos centros de referência do mundo. Nós treinamos cirurgiões de países vizinhos.“No momento temos um cirurgião da Colômbia que está em treinamento conosco. Queremos disseminar esse conhecimento. As cirurgias robóticas ainda não se popularizaram porque o custo é mais alto do que o das convencionais, mas a tendência, claro, é aumentar o número de cirurgiões capacitados. Elas possibilitam melhores resultados oncológicos e funcionais”, diz o Dr. Renan Lira, da nossa equipe, que em novembro passado venceu como melhor apresentação oral do Congresso Asiático de Cirurgia Robótica, com o trabalho “Esvaziamento cervical robótico em casos de câncer de boca”.  

O número: mais de 200 cirurgias robóticas de cabeça e pescoço já foram realizadas aqui desde 2014.

Os benefícios da cirurgia robótica de cabeça e pescoço:

  • Menor tempo de internação

  • Cicatrizes bem menores – é uma cirurgia minimamente invasiva

  • Menor perda de sangue e, consequentemente, menores chances da necessidade de transfusão sanguínea

  • Melhores resultados estéticos e funcionais