Exame de investigação do HPV para diagnóstico de câncer de colo do útero faz parte da nossa rotina de cuidados
Exame de investigação do HPV para diagnóstico de câncer de colo do útero faz parte da nossa rotina de cuidados


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Exame de investigação do HPV para diagnóstico de câncer de colo do útero faz parte da nossa rotina de cuidados

Sabendo da direta relação entre o HPV e o câncer de colo do útero, o A.C.Camargo adotou como rotina a investigação do vírus no mesmo momento da realização do papanicolau. Para isso, a Instituição se baseia em dados do Pathology Outlines (http://www.pathologyoutlines.com/topic/cervixSCC.html), que mostram que o vírus está presente no DNA de 99,7% dos tumores malignos no colo do útero.

A proposta é investigar se a paciente está infectada por HPV e, com isso, oferecer a ela uma estratégia personalizada de prevenção. O exame, assim como o Papanicolau, consiste na coleta e análise de células do colo do útero e identifica, além da presença do DNA de HPV no organismo, a agressividade do vírus.

A presença do vírus HPV não significa que a paciente tenha câncer de colo do útero, mas indica que pode vir a desenvolver a doença. Os HPVs mais agressivos representam 70% dos casos de câncer de colo uterino e os menos agressivos são a causa da maioria das verrugas genitais. “Quando diagnosticamos uma mulher com HPV de alto risco sabemos que ela tem risco de apresentar lesões importantes, que estarão em nosso radar. Com isso, poderemos tratá-las precocemente, antes que resultem em um câncer. É um modelo muito eficaz de rastreamento”, explica o cirurgião oncologista e líder médico do Departamento de Ginecologia do A.C.Camargo Cancer Center, Glauco Baiocchi Neto. 

Em linhas gerais, o desenvolvimento de um câncer no colo do útero a partir da lesão pré-câncer é lento e sua evolução varia bastante. Quando a paciente apresenta infecção por HPV, fatores como tabagismo, DST, nutrição inadequada ou imunodeficiência causada, por exemplo, pelo vírus HIV contribuem para o desenvolvimento de lesões. “Essas informações são fundamentais para que a orientação oferecida seja ainda mais eficaz”, acrescenta Baiocchi.

Ao receber o diagnóstico positivo de HPV, explica Glauco Baiocchi, a paciente é aconselhada a retornar anualmente à Instituição. “É importante que ela se mantenha vigilante, mas sem insegurança ou desespero. Isso porque, ao longo da vida adulta, a maioria das mulheres terá contato com o vírus. Porém, 90% delas se resolverão espontaneamente e 10% apenas terão chances de desenvolver as lesões pré-câncer. Daí a importância de se classificar corretamente a doença”, reforça.